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Pintou um soneto:
Por Domingos Pellegrini (em 22/07/2010 @ 10:23:52, em jornal, lido 47 vezes)

 

TREM
 
O que sei não me traz nenhum conforto
o que não sei em nada desconcerta
Não sei onde ir pela porta aberta
e a nada me levam fechadas portas
 
Há porém uma zona de conforto
em saber que na vida nada é certo:
pode o talvez transformar-se em decerto
ou reviver o que se achava morto
 
Pode a sina tornar-se surpreendente
apesar de seus trilhos previsíveis  
e o trem chegar às estações da linha
 
porém em festa, em vez das  deprimentes
paradas tão apenas comestíveis
e assim vale viver esta vidinha