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Segunda-feira, Agosto 08, 2005

Notícias do Sítio


TELEVISÃO está aqui me filmando, nesta segunda-feira, desde as 5.45 da manhã! É para um quadro chamado Nossa Gente, do noticiário Paraná-TV, da TV Coroados. O último da série foi um charreteiro de Antonina, que leva os turistas de charrete para conhecer os pontos turísticos da cidade. Agora, sexta que vem ou na outra ainda, será a vez do chacareiro (o Sítio Terra Vermelha é, territorialmente falando, uma pequena chácara). Não é a primeira vez que imprensa (escrita, falada, televisada, como diziam antigamente) vem me entrevistar aqui. Parece que o fato de um escritor morar numa chácara reúne dois ingredientes ricos para o chamado imaginário das pessoas. O escritor é visto como aquele tipo de trabalhador que as pessoas pensam que não trabalha, ou que trabalha pouco, ou trabalha se divertindo (e isto é verdade). E a chácara é vista como um território natural e nostálgico, nos lembrando que já fomos rurais, já vivemos no ritmo do sol e das estações, antes de virarmos urbanóides que nem conseguem ver as estrelas porque há pouco ou nenhum céu à vista nas cidades...

Então, volta e meia forneço essa ração chacareira ao imaginário coletivo. Hoje me filmaram fazendo a comida para os cachorros, depois batucando aqui no computador, depois de macacão e facão cuidando do sítio... Colhi para as câmeras três mamões e um cacho de banana. Os cachorros em redor o tempo todo, também devem aparecer de algum modo.

ROSEIRAS, Dalva podou outro dia mesmo, já estão rebrotando com uma força e uma vivacidade de dar inveja! Julho-agosto é tempo das podas radicais (parreiras, figueiras, roseiras - e também sonhos bobos, ambições idiotas, amarguras craquentas, rancores pegajosos...). Logo após a poda, parece que os galhos e sentimentos podados estão fazendo falta, mas depois vêm os brotos, as novas folhas, as flores, e os velhos galhos e sentimentos nem serão mais lembrados.


MAGA gosta muito de ser escovada. Então pega a escova - uma escova de madeira e cerdas de aço - e leva para o sítio, vou achar na grama ou ao pé de alguma árvore. Pego a escova, ela se agita, o rabo abanando freneticamente à espera do que para ela deve ser uma massagem. Dou-lhe umas bocas escovadas, sai correndo feliz. Com gente, a receita também funciona - e até mais, pois gente pode ser massageada no corpo e no ego... Que bem faz um elogio, né?

PÉ DE PONCÃ secou, atacado por brocas, o tronco todo furado pelos bichinhos. Tentei cortar, mas o tronco mascava a serra e eu não conseguia. Então Dalva me ajudou, empurrando o tronco, de modo a abrir o corte para a serra trabalhar bem. Em equipe tudo se consegue.