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Sábado, Julho 23, 2005

PATÉTICAS HIPÓTESES



Lula fala tanto
"este país" porque:

1) Viaja tanto que esquece onde está

2) Viaja tanto que, falando assim, não vai errar onde está

3) "Viaja" tanto que acha que é outro país depois dele (ou seja, antes era um país, agora, com ele, é "este país". É um sintoma adverbial de megalomania).


c o l u n a
S O C I A L
  • Bombas em Londres são fichinha perto das nossas: em Brasília explode bomba todo dia...

  • Meus pobres amigos: até agora nenhum me deu um jipe "sem pedir nada em troca"...

  • Deputado Alberto Goldman tocou naquilo que podemos chamar de Lei do Iceberg: que toda corrupção descoberta é apenas uma parte do que não foi descoberto, como só vemos uma pequena parte do iceberg... Na Alemanha, o chanceler Helmut Kohl caiu porque descobriu-se que aceitou 2 míseros milhões de dólares de doação para sua campanha eleitoral. Uma merreca de 2 milhões de dólares, uma migalha comparada com o Valerioduto. É que lá existe uma vacina que as famílias dão às crianças desde cedo contra a corrupção. Chama-se honestidade. Lá os cargos de confiança são bem poucos, e os funcionários de carreira não só são honestos como metem a boca no trombone quando vêem corrupção...

  • Ainda não caiu a ficha do Lula de que é melhor ficar quietinho se ficar terminar o mandato. Fica cantando bravata. "Não existe autoridade moral neste país maior que eu". "A elite não vai me fazer baixar a cabeça"... Ora, a elite está satisfeitíssima com Lula, como estão também os miseráveis que passaram a ter vale-gás, bolsa-escola, bolsa-família. Mas Ghandi, que entendia de pobreza com cidadania, disse que tudo que é dado, desde a esmola até a ajuda de governo, só serve para abaixar a dignidade e a capacidade das pessoas... E, entre os miseráveis e a elite, trabalhando com dignidade para viver, como sempre, ficam os honestos e trabalhadores. Trabalhadores... essa palavra me lembra alguma coisa...

  • É tudo dinheiro público: as contas do Valério, a cueca recheada, os empréstimos bancários sem garantias, é tudo dinheiro público. E o esquema funcionava assim: os fundos de pensão (a CPI, se quiser, vai chegar nisso) compravam fundos de investimento desses banquinhos (Rural, BMG, Santos, que já quebrou, e outros) e eles em troca emprestavam dinheiro a Valério, sem garantias e para não serem pagos mesmo, e os empréstimos eram dados por Valério ao esquema de Zé Dirceu e Delúbio. Agora me processem dizendo que não tenho provas! Aí começo a cantar que-nem o Jefferson...






Fonte da Poesia


RELIGIÃO


Lavo minhas cuecas consciente
do feminismo, do artritismo e da
maravilhosa harmonia que há
em trabalhar religiosamente

Minha religião aqui está
no plantio cuidadoso da semente
na adubação, na poda e na contente
ebulição da água para o chá

Na comida gostosa para o cão
no elogio para um infeliz
no carinho pregado no botão

na missa do sol com a chuva e o chão
e na conversação dos bem-te-vis
aqui está a minha religião

OLHO VIVO!



Recebi o seguinte email:
Ex-militante do Movimento Estudantil, não nos conhecemos pessoalmente, porém li com satisfação o seu email e as suas observações de que continua na luta, abordando temas políticos relevantes, como a reforma política, além de debater propostas como a da redução do número de cargos de livre nomeação etc.

A propósito, recebi uma crônica do Nelson Mota, que tem similar mensagem.
Porque os órgãos públicos precisam gastar milhões em propaganda ?
Será que num país miserável como o nosso, uma empresa que detém o monopólio como é o caso dos Correios, pode gastar 90 milhões de reais a este título ?
Talvez a partir desta grave crise que assalta o país sejam adotadas medidas objetivas e eficazes para diminuir esta farra que está ocorrendo com dinheiro do povo.
Aí vai a crônica do Nelson Mota.

A propaganda é a arma do negócio
Nelson Motta

Ao contrário das concorrências para obras e fornecimento de material, que tem especificações técnicas rígidas, as licitações públicas para serviços publicitários são muito mais frouxas e subjetivas. E por isso muito mais sujeitas às fraquezas humanas e às empulhações ideológicas. Para concorrêr à conta dos Correios, ou da Loterj, a agência tem que ter apenas um certo capital e ser capaz, tecnicamente, de cumprir os contratos a que se habilita. Ou seja, produzir os anúncios, spots e comerciais da campanha que apresentou. E pronto, é correr para o abraço. Claro, depois de falar com as pessoas certas.

Como o valor e os prazos das concorrências publicitárias são fixos, assim como a comissão das agências, a escolha é feita entre as campanhas apresentadas. E como escolhem? Bem, eles devem dizer que são "critérios técnicos", como se os burocratas da comissão de licitação fossem experts em publicidade, aptos a avaliar a eficiência e adequação da campanha aos objetivos da empresa. Mas na verdade todo mundo sabe que é tudo uma questão de, digamos, "gosto pessoal". O pessoal "gosta" mais de umas campanhas do que de outras - e essas são as escolhidas. Sem muitas explicações.

É uma das explicações para agências como a de Marcos Valério abocanharem tantas contas de estatais. Porisso tantas concorrências se transformam em ocorrências (policiais).
Explica tambem o baixíssimo nível da publicidade da maioria das estatais - ufanista, sentimentalóide e ineficiente - bem ao gosto dos fregueses atuais. Tanto dinheiro jogado fora. Tanto ladrão se dando bem. Tanto honesto-mas-burro nos dando prejuízo.