Quarta-feira, Junho 29, 2005RECEITA DE VIDA...
![]() Sou um sujeito dinâmico não perco tempo nenhum paciência me dá pânico sonho comigo no trânsito assobio soltando pum No vaso é que escovo os dentes planejando tomo banho calculando quanto ganho com meus juros no momento e onde ponho investimento Almoço negociando janto sempre com meus sócios para tratar dos negócios adiando a sobremesa para comer não sei quando E ainda vou com certeza resgatar o que investi no meu seguro-saúde: as férias que nunca pude eu vou gozar na UTI! FILME
FORA DE SÉRIE! A maior Maria-vai-com-as-outras é a indústria cinematográfica, né: basta um tipo de filme dar certo, surgem filmes em série explorando o filão. Aliás, as editoras de livros também: os contos andavam esquecidos desde a década de 70; aí fez sucesso a coletânea Os Cem Melhores Contos, e boom, brotaram antologias e coletâneas de conto como cogumelos no estrume depois da chuva. Que filme começou a série de filmes sobre serial killers, O Silêncio dos Inocentes? O certo é que, a cada novo filme, os roteiristas se esmeram em criar serial killers mais extravagantes e inteligentes, esticando mais e mais as possibilidades de verossilhança, com mais e mais detalhes técnicos para convencer, pois todos sabem que a mentira, para colar, precisa ser detalhada. Em Roubando Vidas, não só o assassino é muito diferente, como também os detetives. Ambientado no Canadá, o país de portas destrancadas, traz uma detetive ultra-sensitiva (Angeline Jolie, bela como sempre) que começa a investigar deitando na cova onde foi achado o cadáver de uma das vítimas, para “sentir” o caso... O assassino mata e assume a identidade das vítimas, a ponto de ter um caso de amor com a própria detetive. O final é surpreendente, transformando a detetive numa heroína que vence pela sagacidade com paciência. A sequência de abertura, mostrando o primeiro assassinato, e a apresentação dos roteiros, com recortes de jornais condensando os assassinatos seguintes, já indica o primor de engenharia lógica que é o roteiro, baseado em novela de Michael Pye. Direção de D. J. Caruso. Um filme de serial killer fora de série. NOTÍCIAS DO SÍTIO
![]() FORMIGUINHAS são tão pequenas quanto danadas. Vou pegar caule de bananeira caído, para cortar em pedaços e deixar guarnecendo cova recém plantada, e sinto as picadas na mão. Sei que são elas mas, como já estou a meio caminho, continuo levando minha carga e recebendo delas as picadas. Quando estapeio uma por uma, vejo que estão ali agarradinhas na pele como se fosse a melhor coisa que fizeram na vida, e é apenas a última coisa que farão, mas como fazem bem feito! As picadas doem, coçam, incham, no dia seguinte purulam, formam feridas, que de casca em casca demoram semana para secar. Tão pequenininhas e tão poderosas formiguinhas! Investem a vida em tudo que fazem. E quem não? REFORMA no escritório, para emendar com quarto vazio ao lado e abrigar mais um computador, escaneador e prateleiras, pois com o Sítio no ar, aqui na terra é preciso mais espaço. E lidar com pedreiros, comprar material, ver sobrar material, limpar sujeira, aguentar barulheira. Mas, depois de tudo pronto, que gostosura é trabalhar com mais espaço, sentir que a vida cresce conforme investimos em melhorias. Tomara que a alma também cresça. MAGA voltou a brigar com Pingo, os dois acabando arranhados, mordidos, sangrando. E pensar que são um casal que teve dez filhos! Mas ela vive acuando o coitado, impedindo que brinque ou receba carinho, numa ciumeira danada. Nessa última briga ele perdeu um dente, que ficou pendurado de um dia para outro, aí caiu quando eu já ia chamar o veterinário. Ficou banguelo, uma banguelice passional que me lembra gente que não sabe conviver sem dominar, amar sem machucar, querer sem quebrar. BRAVO é bravo mesmo com passantes na rua ou vizinhos, late forte e alto, tenho de acompanhar as visitas para que ele não tente morder. Mas, para pedir carinho, é manso e discreto, com olhar humilde e pedinte. Um caso de dupla personalidade: com os amigos, doce; com os estranhos, fogo! DITADUREX DO EMPURREX
![]() Não vivemos apenas sob uma ditadura fiscal e bancária: o correio também aproveita a conivência do governo para implantar a sua ditadurazinha. É a Ditadurex, a Ditadura do Sedex. Nos governos anteriores, e neste governo "popular e trabalhador" também, o correio foi perdendo suas funções sociais em favor de uma visão apenas empresarial que fica evidente no empurrex. O empurrex é quando querem te empurrar Sedex de qualquer jeito. Encomenda? Ah, tem de ser por Sedex. Mandando como encomenda normal, demora quanto? Dez dias. Claro que não demoraria tudo isso se a encomenda não ficasse parada, no entreposto, esperando passar tempo para cumprir os dez dias, de modo a estimular apenas o envio por Sedex. Por trás disso, a ânsia de lucro, a ganância, fazendo com que os custos postais tornem-se cruciais para pequenas empresas, somados aos outros custos que o governo deveria controlar mas não controla (água, energia, telefone), sem falar nos impostos. Como as pequenas empresas são as que mais criam empregos, o governo assim contribui para o desemprego. É o governo burrex. Cava o próprio buraco vendendo a alma. Na eleição leva o troquex. BALAIO DOS BLOGS
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